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sexta-feira, 10 de junho de 2011

Uma aula sobre Fukushima!


Após o acidente nuclear de Fukushima em março deste ano, muitas informações são passadas pela mídia de forma inconsistente e talvez até mesmo equivocadas, no entanto as autoridades se preocupam em fiscalizar o que está sendo dito a população e até mesmo propor explicações por profissionais experientes na área.
Com o intuito de esclarecer algumas das principais questões sobre o cenário de Fukushima, o Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (IPEN-CNEN/SP) convidou um grande especialista na área Nuclear, o Dr. Luís Antônio Albiac Terremoto,  para falar a respeito.
Para acessar o video da palestra, clique na figura acima



Luís Antônio Albiac Terremoto,   
nascido em 26/04/1963 na cidade de São Paulo, Brasil, é Bacharel em Física formado pelo Instituto de Física da Universidade de São Paulo (IFUSP) em 1984. Concluiu o Mestrado em Ciências, área de Física Nuclear, pelo Instituto de Física da Universidade de São Paulo (IFUSP) em 1986. Obteve o grau de Doutor em Ciências, área de Física Nuclear, pelo Instituto de Física da Universidade de São Paulo (IFUSP) em 1993, no âmbito de projeto desenvolvido em cooperação técnica com o Institut für Kernphysik der Johannes Gutenberg Universität (IfK - Mainz, Alemanha) entre 1988 e 1990. Desde 25/09/1995 se encontra lotado no Centro de Engenharia Nuclear (CEN) do Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (IPEN/CNEN-SP), autarquia na qual ingressou mediante aprovação e classificação em concurso público. Atualmente, desenvolve pesquisas em física nuclear aplicada, relacionadas com o estudo de combustíveis nucleares, e atua na prestação de serviços, realizando trabalhos de consultoria para as usinas nucleares Angra 1 e Angra 2 que abrangem a inspeção de elementos combustíveis e a determinação do ativo isotópico de rejeitos radioativos.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Germany's Nuclear Power

A Alemanha anuncia a proposta de fechar todas as 17 centrais nucleares que operam em seu território. Após o acidente em Fukushima, o país pretende renovar sua matriz energética substituindo a energia nuclear por energias renováveis. Segundo dados, o sistema energético será alterado ampliando a contribuição de energias renováveis de 17% para 35% até 2020. "We need an entirely new architecture for our energy system," by Merkel.
Interessado em saber mais? Leia na íntegra a publicação feita pelo Massachusetts Institute of Technology

Uma entrevista a respeito da Política Nuclear da Alemanha, feita para a BBC World Service, pode ser ouvida clicando no link a seguir "Business daily Germany's nuclear policy."
 

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

China avança na Tecnologia Nuclear

 A China vem crescendo em uma velocidade incrível e como não poderiam deixar de lado, a questão energética do país mereceu especial atenção para manter uma população de 1,354 bilhões de pessoas em 2010.
Nesta segunda-feira (03/01), um canal de tv da China anunciou à população a descoberta de uma nova tecnologia para reaproveitar o combustível nuclear utilizado nas usinas de produção de energia. Atualmente as reservas de Urânio são suficientes para abastecer o país por mais 70 anos, mas agora, os cientístas afirmam poder garantir o combustível por mais 3 mil anos.
Na tecnologia da produção do Elemento Combustível, sabemos o quão importante é saber dar destino aos "elementos queimados", justamente pela preocupação com a formação de rejeitos radioativos. Existem estudos que viabilizam certa recuperação do combustível e separação dos elementos de fissão envolvidos na reação nuclear, por isso que países como França, Grã-Bretanha, Índia e agora a China, focam em buscar alternativas para reduzir esses resíduos e melhorar as condições para integrar a tecnologia nuclear em prol da produção de energia sem emissão de poluentes ambientais.

Interessado em conhecer mais sobre o Ciclo do Combustível Nuclear, assita ao vídeo publicado aqui no Quimiton. Clique aqui para ser direcionado.

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Aprovado financiamento para ANGRA 3

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou financiamento de R$ 6,1 bilhões para a Eletrobrás Termonuclear S/A construir Angra 3. A usina terá potência instalada de 1.405 megawatts.
O valor a ser aportado pelo BNDES corresponde a 58,6% do investimento total do projeto, que deverá gerar 9 mil empregos na fase de construção e 500 vagas na fase de operação da usina.
A conexão da usina com o Sistema Interligado Nacional (SIN) será feita por meio de linha de transmissão que atualmente escoa a energia produzida por Angra 1 e Angra 2. A atual subestação será ampliada para permitir o aumento da carga.
"A usina está localizada próximo aos principais centros consumidores de energia do país, evitando a construção de sistemas de transmissão e a consequente elevação do custo de energia produzida", diz a nota divulgada pelo BNDES.

domingo, 12 de dezembro de 2010

Acidentes Nucleares

O grande acidente de THREE MILE ISLAND

 No decorrer da história os aspectos de segurança e controle das centrais nucleares passaram por intensos processos de desenvolvimento e melhoras, mas apesar de esforços dos orgãos reguladores em monitorar e garantir a correta operação de reatores de potência instalados em todo o mundo, conhecemos alguns acidentes que deixaram marcas na face da Energia Nuclear.

O video abaixo conta brevemente a história da Usina Nuclear de Three Mile Island, feito especialmente para esta publicação do Quimiton.


Retirado e adaptado de: http://www.youtube.com/watch?v=eLPAigMuBk0 / http://www.youtube.com/watch?v=0j8ULWSETAM&feature=related

Dúvidas e comentários podem ser postados na página do video no Youtube.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Física Nuclear

ÁTOMOS? Pra quê?
Sabemos que qualquer coisa no universo é formada por partículas muuito pequenas, conhecidas como as unidades elementares constituintes. Também conhecido como Átomo, essa unidade elementar tem como histórico, um longo processo de descobertas.
Ao longo das publicações feitas aqui veremos como a estrutura da matéria se comporta mediante determinadas situações.
Começa aqui uma longa jornada rumo a ciência das Partículas Elementares.

terça-feira, 13 de abril de 2010

DESENVOLVIMENTO DA PODEROSA ENERGIA NUCLEAR

          Caros leitores, quantos de vocês já ouviram falar sobre Energia Nuclear? Pois bem, garanto que muitos. Agora, paremos para refletir sobre o conceito dessa tão discutida forma de obtenção de energia.
Qual o princípio de funcionamento de uma usina nuclear?

          Em um primeiro momento a explicação pode até parecer um tanto quanto simples, mas não há necessidade de avançarmos muito nos conceitos, apenas precisamos compreender que a energia nuclear é derivada de átomos instáveis que, para adquirirem estabilidade, liberam grande quantidades de energia, seja pela quebra de um núcleo muito denso, processo conhecido como fissão, como pela união de núcleos menores, conhecido como fusão.

          Rapidamente podemos dizer que o processo de fissão ocorre nas famosas bombas atômicas e nas usinas nucleares (de forma controlada), já o processo de fusão ocorre na bomba de hidrogênio (bomba H) e no Sol. Este segundo, mais energético que o primeiro.
          Então... qual o motivo de tantos paradigmas que envolvem a energia nuclear?
          É verdade que durante muitos anos na história, a energia nuclear teve uma máscara de monstro, principalmente devido aos acidentes ocorridos com armas nucleares e algumas usinas, como a famosa Chernobyl, mas precisamos levar muitos outros fatores em consideração também. A Energia Nuclear é umas das formas de energia que não emitem gases poluentes e causadores do efeito estufa durante o processo de geração de energia.

          Contudo, o foco deste artigo esta baseado em uma publicação feita no site da revista científica Nature a respeito do avanço nas técnicas de enriquecimento do Urânio, material este utilizado para abastecer usinas nucleares, reatores de submarinos e até mesmo para fabricação de bombas atômicas.
          Como sabemos, o Urânio é encontrado na natureza na forma de minério, e assim se mantém até ser extraido e separado de seus contaminantes. O Urânio é um mineral que, na forma natural, é composto por isótopos de U-238, U-236 e o perigoso U-235, este último, responsável pela reação de fissão. Mas, felizmente, ele encontra-se em uma concentração muito baixa no Urânio natural, precisando então este, passar por processos de enriquecimento, que ocorrem no que chamados de Ciclo do Combustível Nuclear.
          Para extrair o U-235, isótopo mais leve e físsil, precisamos reportá-lo à algumas técnicas de separação.
           Para a produção de uma bomba atômica, faz-se necessário uma concentração mínima de 80% de U-235, já alguns radiofármacos, que são medicamentos a base de elementos radioativos, estes levam até 20% de U-235 na sua composição. Por este motivo, alguns paises, incluindo o Brasil, têm autorização para enriquecer até 20% de U-235.

          O artigo publicado na revista Nature menciona o quão se desenvolveu a tecnologia para enriquecimento de Urânio durantes alguns anos e, o mais incrível é o expressivo e até mesmo exponencial aumento na eficiência do processo como um todo desde 1945.
           Como mostra a figura abaixo, temos um avanço de 0,5 SWU/MWh no início do desenvolvimento da técnica de enriquecimento, no ano de 1945, logo após, em 1960, este valor sobe para 5 SWU/MWh, chegando aos incríveis 20 SWU/MWh atualmente.


          O que nos leva a ficarmos preocupados com tanto avanço é a capacidade de simplificação e rendimento na relação trabalho/eficiência, podendo ser uma característica que, de outro ponto de vista, possa trazer complicações para a segurança nacional.
         Os primeiro processos de enriquecimento de Urânio eram realizados por "Calutron", ou seja, utilizavam-se um espectrometro de massa para separar os isótopos. Logo após tivemos um avanço com a utilização da técnica de difusão gasosa do gás hexafluoreto de urânio, fazendo-o passar por uma membrana semipermeável. Já em 1960 foi descoberto o processo por centrifugação, pelo qual, reduziu-se expressivamente a energia necessária para realizar a separação dos isótopos U-235 e, atualmente estão pesquisando outra técnica de separação para facilitar ainda mais esse processo e reduzir o espaço utilizado pelas grandes cascatas de ultracentrifugas que são utilizadas hoje (Figura abaixo).

          A técnica conhecida como "Laser Uranium Enrichment", ou Enriquecimento de Urânio à Laser, pode contribuir para a utilização da energia nuclear para fins bélicos, e o pior, sem a possibilidade de rastreamento, afinal, a estrutura necessária para trabalhar com este novo laser ocupa cerca de 25% do espaço utilizado pelas atuais ultracentrífugas.


domingo, 4 de abril de 2010

Do que são feitas as coisas? O que compõe o nosso universo?

        Perguntas relativamente simples, não? Nada disso, para compreendermos o quão complexo é o universo precisamos estudar, e muito! Até hoje,  vários cientístas, institutos de pesquisas e grandes laboratórios reunem esforços para tentar entender como são formados os átomos, as moléculas, a matéria em si. A origem de tudo isso é bem pequena, cerca de trilhões de vezes menores que uma cabeça de alfinete.
        Achou pequeno?
        Veja abaixo um esquema das principais particulas elementares presentes no universo.
Fonte: adaptado de www.sprace.org.br

        A figura acima foi extraida de um projeto desenvolvido, nas escolas, para ensino de ciências, atraves do SPRACE, apoiado pela FAPESP. O estudo da estrutura da matéria se torna fundamental para o desenvolvimento técnico-científico incumbindo os cientistas das mais diversas áreas a pesquisarem sobre o comportamento e características das menores estruturas já estudadas.
        Contudo, sabe-se que a ciência ainda tem muito a evoluir para tornar sólido seus conhecimentos e teorias. Algumas das principais teorias da "matéria pequeníssima" acabam sendo estudadas pela Mecânica Quântica que, ao descobrir eventos nessa área, acaba sendo falha em alguns aspéctos, justamente por não conhecer tudo. Nem tudo que sabemos ainda pode ser explicado pela teoria e prática ao mesmo tempo e com isso temos o dever de avançar. Avançar para conhecer, para descobrir, para evoluir e para compreender o mundo que vivemos.

domingo, 17 de janeiro de 2010

Brasil avança alguns passos!

Alternativa para radioisótopo

15/1/2010

Agência FAPESP – A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) aprovou a participação do Brasil no Projeto de Pesquisa Coordenado (CRP) para o desenvolvimento de técnicas para produção de molibdênio-99, utilizando urânio-235 de baixo enriquecimento por fissão neutrônica.
O projeto é coordenado pelo Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen) por meio da Diretoria de Radiofarmácia, com previsão de conclusão no final de 2010. A ação faz parte da estrutura do projeto para construção do Reator Multipropósito Brasileiro.
O Ipen é uma autarquia vinculada à Secretaria de Desenvolvimento do Estado de São Paulo e gerenciada técnica, administrativa e financeiramente pela Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen) do Ministério de Ciência e Tecnologia.
Vários grupos de pesquisadores do Ipen participam diretamente do projeto. Segundo o instituto, o molibdênio-99 é a matéria-prima para a produção de geradores de tecnécio-99m, radiofármaco utilizado em cerca de 80% dos exames para diagnóstico médico. Desde maio de 2009 tem ocorrido uma crise internacional no fornecimento do radioisótopo produzido em reatores nucleares, prejudicando pacientes.

No projeto da AIEA, a tecnologia a ser desenvolvida é a de dissolução ácida, que utiliza alvos de urânio metálico e gera menor volume de rejeitos sólidos e líquidos. O Chile é o primeiro país participante do CRP que utilizará essa tecnologia em larga escala.
O urânio-235 de baixo enriquecimento (abaixo de 20%) é fissionado, gerando vários isótopos, entre eles o molibdênio-99 e o iodo-131, também utilizado em medicina nuclear. Argentina, Canadá, África do Sul e demais países produtores de molibdênio-99 utilizam a técnica da dissolução básica, dissolvendo o urânio irradiado com uma base.
O Ipen retoma essa linha de desenvolvimento pesquisada no passado, utilizando miniplacas elaboradas pelo seu Centro de Combustíveis Nucleares. As miniplacas contendo o urânio-235 foram produzidas no centro e passarão, ainda não irradiadas, por experimentos de dissolução e simulações do restante do processo de separação e purificação do molibdênio-99.
Mais informações: www.ipen.br