quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Aprovado financiamento para ANGRA 3

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou financiamento de R$ 6,1 bilhões para a Eletrobrás Termonuclear S/A construir Angra 3. A usina terá potência instalada de 1.405 megawatts.
O valor a ser aportado pelo BNDES corresponde a 58,6% do investimento total do projeto, que deverá gerar 9 mil empregos na fase de construção e 500 vagas na fase de operação da usina.
A conexão da usina com o Sistema Interligado Nacional (SIN) será feita por meio de linha de transmissão que atualmente escoa a energia produzida por Angra 1 e Angra 2. A atual subestação será ampliada para permitir o aumento da carga.
"A usina está localizada próximo aos principais centros consumidores de energia do país, evitando a construção de sistemas de transmissão e a consequente elevação do custo de energia produzida", diz a nota divulgada pelo BNDES.

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

BOLSAS DE ME/DO CNEN 2011


Para os candidatos ao ingresso na Pós-Graduação,  uma das grandes preocupações, além do aceite do Plano de Trabalho pela CPG, é a concessão de bolsas de estudos. O governo, assim como os órgãos de fomento científicos e tecnológicos, se preocupa em manter um número de bolsas com intuito de promover o avanço intelectual do país. Seguindo essa idéia, a Comissão Nacional de Energia Nuclear – CNEN termina o ano de 2010 divulgando o primeiro edital para concessão de Bolsas de Mestrado e Doutorado, sob registro de número 01/2011.
Os projetos serão avaliados caso se enquadre em alguma área de interesse da CNEN,  dentre as quais estão:
  • Aplicações e Efeitos da radiação
  • Segurança de instalações nucleares e radiativas
  • Ciclo do Combustível nuclear
  • Fusão nuclear
  • Reatores nucleares
  • Rejeitos radioativos
A inscrição e a documentação relacionada no edital deverão ser enviadas, via SEDEX, postadas até o dia 11 de Março de 2011. A Proposta de Trabalho deve ser enviada ao e-mail sefesp@cdtn.br
Os resultados serão publicados até dia 02/04/2011, o prazo para implementação da bolsa corre a partir de 1º de abril de 2011.
BAIXAR EDITAL 01/2011

domingo, 12 de dezembro de 2010

Acidentes Nucleares

O grande acidente de THREE MILE ISLAND

 No decorrer da história os aspectos de segurança e controle das centrais nucleares passaram por intensos processos de desenvolvimento e melhoras, mas apesar de esforços dos orgãos reguladores em monitorar e garantir a correta operação de reatores de potência instalados em todo o mundo, conhecemos alguns acidentes que deixaram marcas na face da Energia Nuclear.

O video abaixo conta brevemente a história da Usina Nuclear de Three Mile Island, feito especialmente para esta publicação do Quimiton.


Retirado e adaptado de: http://www.youtube.com/watch?v=eLPAigMuBk0 / http://www.youtube.com/watch?v=0j8ULWSETAM&feature=related

Dúvidas e comentários podem ser postados na página do video no Youtube.

RECICLA

CAMPANHA VAMOS RECICLAR

 Se cada pessoa reciclar seu celular antigo, centenas de toneladas de materiais serão reaproveitadas. Vamos reciclar?

Como participar:
Basta ir até uma loja ou revenda exclusiva Vivo, assinar um termo de doação e depositar o material em uma urna especializada. Aparelhos, baterias e acessórios de qualquer marca, modelo ou operadora podem ser doados.

Vamos fazer a diferença! Toda a renda será revertida para projetos do Instituto IPÊ, que ajudam a preservar a fauna e a flora brasileiras.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

The Fuel Cicle


Video apresentado na aula de Fundamentos de Tecnologia Nuclear: Materiais e Ciclo do Combustível (Clique na imagem para ser direcionado ao Video)

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Física Nuclear

ÁTOMOS? Pra quê?
Sabemos que qualquer coisa no universo é formada por partículas muuito pequenas, conhecidas como as unidades elementares constituintes. Também conhecido como Átomo, essa unidade elementar tem como histórico, um longo processo de descobertas.
Ao longo das publicações feitas aqui veremos como a estrutura da matéria se comporta mediante determinadas situações.
Começa aqui uma longa jornada rumo a ciência das Partículas Elementares.

domingo, 18 de julho de 2010

Microscopia: O mundo onde vivemos. (PARTE 2)


    Nesse tópico abordarei um aspecto interessante da ciência da microscopia, visando principalmente a mostra de algumas imagens que podemos obter com o equipamento que tratarei aqui.

    Lembra o que foi dito anteriormente? A microscopia tem por objetivo mostrar aquilo que não se pode ver a olho nu, sendo assim, temos que nos valer de algumas técnicas que nos permitam ampliar e/ou expor as regiões que possam nos trazer informações importantes do material a ser observado.
    Vejam que, a grande maioria das pessoas pensam que o microscópio é algo que aumenta a imagem de um objeto que está em frente a um conjunto de lentes, devemos mudar esse conceito a partir de agora. Existem equipamentos que sequer tem aquelas lentes de vidro comuns aos microscópios ópticos, esses microscópios modernos são conhecidos como Microscópios Eletrônicos. Dentro dessa classificação, temos outras, tais como, os Microscópios Eletrônicos de Varredura (MEV) e Microscópio Eletrônico de Transmissão (MET). Esses equipamentos trabalham com um feixe de elétrons (partículas negativas que compõe os átomos), esses elétrons são lançados contra o material a ser observado e, por se tratar de uma partícula muito pequena, ela sofre desvios e são capturados por detectores que transformam esse sinal em imagem.

    Veja abaixo uma imagem de um MEV que é utilizado por pesquisadores e estudantes do IPEN:



    O Microscópio Eletrônico de Varredura é um microscópio muito potente, podendo aumentar a imagem do objeto em milhares de vezes (até 300.000 X), isso o torna um grande aliado no ramo de caracterização de materiais, sejam eles metais, cerâmicos e/ou biológicos.
    Tecnicamente falando, o princípio de funcionamento do MEV consiste na emissão de feixes de elétrons por um filamento de tungstênio, acelerados mediante a aplicação de uma diferença de potencial que pode variar de 0,5 a 30 kV. A correção do percurso dos feixes de elétrons é realizada pelas lentes condensadoras que alinham os feixes em direção a abertura da objetiva. A objetiva ajusta o foco dos feixes de elétrons antes dos mesmos atingirem a amostra analisada.
    O fino feixe de elétrons atinge a superfície da amostra e promove interações com o material, parte do feixe é refletida e coletada por um detector que converte este sinal em imagem (imagem de elétrons retroespalhados) – e parte interage na amostra emitindo elétrons, produzindo a chamada imagem de elétrons secundários. Pode ocorrer também a formação de outras formas de sinal, assim como os raios X.

    Para colocar uma amostra no MEV é preciso que ela conduza corrente elétrica, dessa forma, se a amostra é um metal, pode ser colocada diretamente sob o porta amostras e levada para análise, caso contrário, é necessário que se faça um recobrimento com algum material condutor de elétrons para garantir que haja interação do feixe incidente com a superfície do material, normalmente as amostras que precisam ser recobertas passam por um equipamento que lança uma finíssima camada de Ouro sobre o material.

Agora chegamos na parte interessante do assunto, vejamos algumas amostras obtidas por MEV:

INSETOS


                                   CÉLULAS VERMELHAS                        VIRUS

FORMIGA

Pois bem meus amigos, fica aqui a beleza que a natureza tem a nos oferecer. Nem sempre tudo que vemos no nosso dia-a-dia é aquilo que realmente é.
Um grande abraço a todos.

Até a próxima.

quinta-feira, 3 de junho de 2010



        Há um tempo eu pensava em escrever algo sobre a maravilha da microscopia aplicada à Ciência. Mostrar o mundo desconhecido a olho nu é talvez uma das grandes oportunidades dos cientistas que, assim como eu, trabalham usando essa técnica espetacular.
        Grande parte de vocês já devem ter ouvido falar em microscópio, principalmente na disciplina de ciências do colégio, ou mesmo aqueles que fizeram ou fazem algum curso na área de saúde, biológicas ou exatas. Para tanto, aqueles que já sabem ou que ainda não ouviram falar nesse assunto, vão aprender alguma coisa sobre essa que é uma das técnicas de análise do mundo invisível a olho nu.
         É de senso comum saber que um microscópio serve para aumentar a imagem do que se pretende observar, porém, será que é só pra isso? Será que é só isso? Como um microscópio funciona?
        Todas essas perguntas serão respondidas aos poucos a cada publicação que farei por aqui, por enquanto, vamos ver uma ilustração de um microscópio comum (Figura 1), atentando para a identificação de suas partes.


        Esse tipo de equipamento tem seu funcionamento de forma muito simples, existe em sua base uma fonte de luz que iluminará a amostra posta sobre um suporte mais acima, essa luz então seguirá para uma série de lentes que ampliarão o campo visível, aumentando assim a imagem observada.
        Provavelmente todos já tiveram um "microscópio" em casa, isso mesmo!, um instrumento muito conhecido também tem essa função, a LUPA!
        A lupa nada mais é do que um instrumento dotado de uma lente que consegue ampliar os raios de luz que a atravessam. Isso ocorre por conta das distorções que os raios de luz sofrem ao passar pela lente, esta por ser biconvexa, consegue direcionar a luz e, dependendo do ponto que nós observarmos, teremos uma imagem maior do que a imagem real.
         Que tal tentar produzir a sua própria lupa?
        Muito simples, com uma garrafa transparente (de preferência de vidro) complete-a com água. Agora, é só posicionar a garrafa na frente de qualquer objeto pequeno que este aparecerá maior do que o normal pelo outro lado da garrafa. Conforme você for aproximando ou distanciando a garrafa do objeto, perceberá que a imagem formada ficará maior ou menor. Isso ocorre porque as paredes da garrafa atuarão como a lente da lupa e, a água dentro dela servirá para conduzir a luz. Nas lentes, normalmente de vidro, a luz passa de forma diferente por ser um material diferente, esse fenômeno ocorre devido ao que chamamos de indice de refração. Para a água, para o vidro assim como para o ar, o indice de refração da luz muda, ou seja, ela percorre caminhos diferentes com velocidades diferentes por entre meios em que o indice de refração não for o mesmo.
CONTINUA...