quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Física Nuclear

ÁTOMOS? Pra quê?
Sabemos que qualquer coisa no universo é formada por partículas muuito pequenas, conhecidas como as unidades elementares constituintes. Também conhecido como Átomo, essa unidade elementar tem como histórico, um longo processo de descobertas.
Ao longo das publicações feitas aqui veremos como a estrutura da matéria se comporta mediante determinadas situações.
Começa aqui uma longa jornada rumo a ciência das Partículas Elementares.

domingo, 18 de julho de 2010

Microscopia: O mundo onde vivemos. (PARTE 2)


    Nesse tópico abordarei um aspecto interessante da ciência da microscopia, visando principalmente a mostra de algumas imagens que podemos obter com o equipamento que tratarei aqui.

    Lembra o que foi dito anteriormente? A microscopia tem por objetivo mostrar aquilo que não se pode ver a olho nu, sendo assim, temos que nos valer de algumas técnicas que nos permitam ampliar e/ou expor as regiões que possam nos trazer informações importantes do material a ser observado.
    Vejam que, a grande maioria das pessoas pensam que o microscópio é algo que aumenta a imagem de um objeto que está em frente a um conjunto de lentes, devemos mudar esse conceito a partir de agora. Existem equipamentos que sequer tem aquelas lentes de vidro comuns aos microscópios ópticos, esses microscópios modernos são conhecidos como Microscópios Eletrônicos. Dentro dessa classificação, temos outras, tais como, os Microscópios Eletrônicos de Varredura (MEV) e Microscópio Eletrônico de Transmissão (MET). Esses equipamentos trabalham com um feixe de elétrons (partículas negativas que compõe os átomos), esses elétrons são lançados contra o material a ser observado e, por se tratar de uma partícula muito pequena, ela sofre desvios e são capturados por detectores que transformam esse sinal em imagem.

    Veja abaixo uma imagem de um MEV que é utilizado por pesquisadores e estudantes do IPEN:



    O Microscópio Eletrônico de Varredura é um microscópio muito potente, podendo aumentar a imagem do objeto em milhares de vezes (até 300.000 X), isso o torna um grande aliado no ramo de caracterização de materiais, sejam eles metais, cerâmicos e/ou biológicos.
    Tecnicamente falando, o princípio de funcionamento do MEV consiste na emissão de feixes de elétrons por um filamento de tungstênio, acelerados mediante a aplicação de uma diferença de potencial que pode variar de 0,5 a 30 kV. A correção do percurso dos feixes de elétrons é realizada pelas lentes condensadoras que alinham os feixes em direção a abertura da objetiva. A objetiva ajusta o foco dos feixes de elétrons antes dos mesmos atingirem a amostra analisada.
    O fino feixe de elétrons atinge a superfície da amostra e promove interações com o material, parte do feixe é refletida e coletada por um detector que converte este sinal em imagem (imagem de elétrons retroespalhados) – e parte interage na amostra emitindo elétrons, produzindo a chamada imagem de elétrons secundários. Pode ocorrer também a formação de outras formas de sinal, assim como os raios X.

    Para colocar uma amostra no MEV é preciso que ela conduza corrente elétrica, dessa forma, se a amostra é um metal, pode ser colocada diretamente sob o porta amostras e levada para análise, caso contrário, é necessário que se faça um recobrimento com algum material condutor de elétrons para garantir que haja interação do feixe incidente com a superfície do material, normalmente as amostras que precisam ser recobertas passam por um equipamento que lança uma finíssima camada de Ouro sobre o material.

Agora chegamos na parte interessante do assunto, vejamos algumas amostras obtidas por MEV:

INSETOS


                                   CÉLULAS VERMELHAS                        VIRUS

FORMIGA

Pois bem meus amigos, fica aqui a beleza que a natureza tem a nos oferecer. Nem sempre tudo que vemos no nosso dia-a-dia é aquilo que realmente é.
Um grande abraço a todos.

Até a próxima.

quinta-feira, 3 de junho de 2010



        Há um tempo eu pensava em escrever algo sobre a maravilha da microscopia aplicada à Ciência. Mostrar o mundo desconhecido a olho nu é talvez uma das grandes oportunidades dos cientistas que, assim como eu, trabalham usando essa técnica espetacular.
        Grande parte de vocês já devem ter ouvido falar em microscópio, principalmente na disciplina de ciências do colégio, ou mesmo aqueles que fizeram ou fazem algum curso na área de saúde, biológicas ou exatas. Para tanto, aqueles que já sabem ou que ainda não ouviram falar nesse assunto, vão aprender alguma coisa sobre essa que é uma das técnicas de análise do mundo invisível a olho nu.
         É de senso comum saber que um microscópio serve para aumentar a imagem do que se pretende observar, porém, será que é só pra isso? Será que é só isso? Como um microscópio funciona?
        Todas essas perguntas serão respondidas aos poucos a cada publicação que farei por aqui, por enquanto, vamos ver uma ilustração de um microscópio comum (Figura 1), atentando para a identificação de suas partes.


        Esse tipo de equipamento tem seu funcionamento de forma muito simples, existe em sua base uma fonte de luz que iluminará a amostra posta sobre um suporte mais acima, essa luz então seguirá para uma série de lentes que ampliarão o campo visível, aumentando assim a imagem observada.
        Provavelmente todos já tiveram um "microscópio" em casa, isso mesmo!, um instrumento muito conhecido também tem essa função, a LUPA!
        A lupa nada mais é do que um instrumento dotado de uma lente que consegue ampliar os raios de luz que a atravessam. Isso ocorre por conta das distorções que os raios de luz sofrem ao passar pela lente, esta por ser biconvexa, consegue direcionar a luz e, dependendo do ponto que nós observarmos, teremos uma imagem maior do que a imagem real.
         Que tal tentar produzir a sua própria lupa?
        Muito simples, com uma garrafa transparente (de preferência de vidro) complete-a com água. Agora, é só posicionar a garrafa na frente de qualquer objeto pequeno que este aparecerá maior do que o normal pelo outro lado da garrafa. Conforme você for aproximando ou distanciando a garrafa do objeto, perceberá que a imagem formada ficará maior ou menor. Isso ocorre porque as paredes da garrafa atuarão como a lente da lupa e, a água dentro dela servirá para conduzir a luz. Nas lentes, normalmente de vidro, a luz passa de forma diferente por ser um material diferente, esse fenômeno ocorre devido ao que chamamos de indice de refração. Para a água, para o vidro assim como para o ar, o indice de refração da luz muda, ou seja, ela percorre caminhos diferentes com velocidades diferentes por entre meios em que o indice de refração não for o mesmo.
CONTINUA...

domingo, 25 de abril de 2010

SUPERCONDUTIVIDADE: Um avanço na tecnologia das baixas temperaturas!

          Gostaria de compreender um pouco mais sobre o fenômeno da supercondutividade?
          Então assista ao vídeo abaixo, produzido para dar uma idéia inicial desse avanço na Ciência Física dos materiais. Temos aqui grandes exemplos da utilização deste fenômenos, tais como, o MAGLEV - trem de altíssima velocidade, o LHC - maior acelerador de partículas do mundo, entre outros.


          Perguntas, sugestões e comentários podem ser deixados na caixa (Comentários) logo abaixo.
Att,
Everton.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Fluxograma para qualquer PROBLEMA

          Você é uma daquelas pessoas que já passou por apuros quando se viu frente a um problema?
          Provavelmente já deve ter passado por essa situação não é. Então, faça uma forcinha e tente se lembrar do quanto teve que pensar para tentar sair desse problema. Muito? Ah... eu imagino o quanto!
          Bom, muito simples, outro dia eu recebi por e-mail um fluxograma criado por alguém com experiência nessa área, e sabe porque? Porque a coisa tem uma linha de lógica muito boa.
          Veja você mesmo:

          Então, da próxima vez que estiver encrencado, faça uma visita ao blog Quimiton e consulte esse fabuloso método de resolução de problemas.
obs.: o vocabulário utilizado nessa imagem é de autoria do seu tradutor (não identificado).

Um grande abraço a todos e até a próxima.

          Por se tratar de uma data tão bem aproveitada pelos casais, o Dia Internacional do Beijo não é simplesmente um dia para beijar, ao contrário do que muitas pessoas pensam. Vamos pensar no beijo como um ato em que duas pessoas encostam seus lábios uns nos outros, movimentando cerca de 29 músculos, queimando calorias e liberando serotonina. Será que é só isso? Ah, o beijo.....
          Pois bem, onde a Química entra nessa história?
          Humm.. já ouviram falar que pra acontecer precisa rolar uma "Química"? heheh.... isso mesmo galera, a Química está presente também nesse momento da vida de qualquer pessoa.
Beijar é mais do que descrevi acima, é muuuuito mais e, por isso, apresento-lhes a molécula do beijo:
          A oxitocina é uma proteina formada por nove aminoácidos, produzida no cérebro, em uma região chamada de hipotálamo, é ela a responsável pelas sensações gostosas que temos quando beijamos alguém que gostamos. Conhecida como hormônio do carinho, do abraço, do beijo, também é responsável pelas contrações que as grávidas sentem quando estão dando a luz, ela também é responsável por parte das nossas emoções.

terça-feira, 13 de abril de 2010

DESENVOLVIMENTO DA PODEROSA ENERGIA NUCLEAR

          Caros leitores, quantos de vocês já ouviram falar sobre Energia Nuclear? Pois bem, garanto que muitos. Agora, paremos para refletir sobre o conceito dessa tão discutida forma de obtenção de energia.
Qual o princípio de funcionamento de uma usina nuclear?

          Em um primeiro momento a explicação pode até parecer um tanto quanto simples, mas não há necessidade de avançarmos muito nos conceitos, apenas precisamos compreender que a energia nuclear é derivada de átomos instáveis que, para adquirirem estabilidade, liberam grande quantidades de energia, seja pela quebra de um núcleo muito denso, processo conhecido como fissão, como pela união de núcleos menores, conhecido como fusão.

          Rapidamente podemos dizer que o processo de fissão ocorre nas famosas bombas atômicas e nas usinas nucleares (de forma controlada), já o processo de fusão ocorre na bomba de hidrogênio (bomba H) e no Sol. Este segundo, mais energético que o primeiro.
          Então... qual o motivo de tantos paradigmas que envolvem a energia nuclear?
          É verdade que durante muitos anos na história, a energia nuclear teve uma máscara de monstro, principalmente devido aos acidentes ocorridos com armas nucleares e algumas usinas, como a famosa Chernobyl, mas precisamos levar muitos outros fatores em consideração também. A Energia Nuclear é umas das formas de energia que não emitem gases poluentes e causadores do efeito estufa durante o processo de geração de energia.

          Contudo, o foco deste artigo esta baseado em uma publicação feita no site da revista científica Nature a respeito do avanço nas técnicas de enriquecimento do Urânio, material este utilizado para abastecer usinas nucleares, reatores de submarinos e até mesmo para fabricação de bombas atômicas.
          Como sabemos, o Urânio é encontrado na natureza na forma de minério, e assim se mantém até ser extraido e separado de seus contaminantes. O Urânio é um mineral que, na forma natural, é composto por isótopos de U-238, U-236 e o perigoso U-235, este último, responsável pela reação de fissão. Mas, felizmente, ele encontra-se em uma concentração muito baixa no Urânio natural, precisando então este, passar por processos de enriquecimento, que ocorrem no que chamados de Ciclo do Combustível Nuclear.
          Para extrair o U-235, isótopo mais leve e físsil, precisamos reportá-lo à algumas técnicas de separação.
           Para a produção de uma bomba atômica, faz-se necessário uma concentração mínima de 80% de U-235, já alguns radiofármacos, que são medicamentos a base de elementos radioativos, estes levam até 20% de U-235 na sua composição. Por este motivo, alguns paises, incluindo o Brasil, têm autorização para enriquecer até 20% de U-235.

          O artigo publicado na revista Nature menciona o quão se desenvolveu a tecnologia para enriquecimento de Urânio durantes alguns anos e, o mais incrível é o expressivo e até mesmo exponencial aumento na eficiência do processo como um todo desde 1945.
           Como mostra a figura abaixo, temos um avanço de 0,5 SWU/MWh no início do desenvolvimento da técnica de enriquecimento, no ano de 1945, logo após, em 1960, este valor sobe para 5 SWU/MWh, chegando aos incríveis 20 SWU/MWh atualmente.


          O que nos leva a ficarmos preocupados com tanto avanço é a capacidade de simplificação e rendimento na relação trabalho/eficiência, podendo ser uma característica que, de outro ponto de vista, possa trazer complicações para a segurança nacional.
         Os primeiro processos de enriquecimento de Urânio eram realizados por "Calutron", ou seja, utilizavam-se um espectrometro de massa para separar os isótopos. Logo após tivemos um avanço com a utilização da técnica de difusão gasosa do gás hexafluoreto de urânio, fazendo-o passar por uma membrana semipermeável. Já em 1960 foi descoberto o processo por centrifugação, pelo qual, reduziu-se expressivamente a energia necessária para realizar a separação dos isótopos U-235 e, atualmente estão pesquisando outra técnica de separação para facilitar ainda mais esse processo e reduzir o espaço utilizado pelas grandes cascatas de ultracentrifugas que são utilizadas hoje (Figura abaixo).

          A técnica conhecida como "Laser Uranium Enrichment", ou Enriquecimento de Urânio à Laser, pode contribuir para a utilização da energia nuclear para fins bélicos, e o pior, sem a possibilidade de rastreamento, afinal, a estrutura necessária para trabalhar com este novo laser ocupa cerca de 25% do espaço utilizado pelas atuais ultracentrífugas.


segunda-feira, 5 de abril de 2010

NATIONAL AERONAUTICS AND SPACE ADMINISTRATION


        Na manhã desta segunda-feira (05) a agência norte-americana NASA envia à Estação Espacial Internacional (da sigla em inglês, ISS) o ônibus espacial Discovery. Na sua missão, denominada STS-131, o lançamento, que ocorreu às 6h21min (hora local) na base de lançamento de Cabo Canaveral, na Flórida, tem como principal objetivo levar aos colegas que vivem na ISS uma série de equipamentos que ajudarão nas missões e estudos científicos.